Biografia de Cecília Meireles

Biografia de Cecília Meireles

Cecília Benevides de Carvalho Meireles, conhecida como Cecília Meireles (1901 – 1964), foi a primeira mulher a se destacar na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas, tendo recebido o Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras, em 1939, pelo seu livro Viagem. Poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira, Cecília Meireles iniciou sua brilhante carreira em 1919, ao publicar Espectros, sua estreia na literatura aos 18 anos.

Cecília era conhecida por expressar sentimentos de desilusão amorosa e solidão, mas também pelo lirismo nos versos de suas obras, que rendeu músicas na voz de Fagner: os poemas Canteiros e Motivo foram musicados pelo cantor.

Cecília Meireles recebeu, das mãos de Olavo Bilac, uma medalha de ouro por ter concluído o ensino primário — em 1910 — com louvor. Em 1917, formou-se professora pelo Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, exercendo sua profissão em escolas da capital carioca.

Cecília Meireles

Início da carreira de Cecília Meireles

Em 1919, com 18 anos, Cecília Meireles estreou 17 sonetos sobre temas históricos incluídos em seu livro Espectros.

Casou-se, em 1922, com o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve 3 filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda. Cinco anos após o suicídio de Correia Dias, Cecília casou-se novamente, desta vez com um professor e engenheiro agrônomo: Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

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Em 1930 e 1931, a poetisa também atuou no Diário de Notícias, como jornalista, sempre redigindo artigos sobre a educação. Por conta disso, Cecília Meireles organizou a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, em 1934.

A artista fez conferências em Lisboa e Coimbra, em Portugal, sobre Literatura Brasileira, lecionou Literatura Luso-Brasileira e de Técnica e Crítica Literária entre os anos de 1935 a 1938, e também publicou, em Lisboa, o ensaio Batuque, Samba e Macumba.

Após receber o Prêmio de Poesia, pela Academia Brasileira de Letras, pelo seu livro Viagem, em 1939, Cecília lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA), no ano seguinte.

Cecília Meireles tornou-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, realizando viagens a Ásia, África, Estados Unidos e Europa e levando todo o seu conhecimento sobre educação, literatura e folclore.

Mesmo após aposentar-se, em 1951, Cecília Meireles não descansava; continuou trabalhando como redatora e produtora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro.

A autora de Romanceiro da Inconfidência, recebeu outros títulos honorários, como o da Universidade de Délhi, na Índia, e o título de Oficial da Ordem de Mérito do Chile, além de ter se tornado sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, em Goa, Índia.

Morte de Cecília Meireles

Em 9 de novembro de 1964, Cecília Meireles faleceu, no Rio de Janeiro e seu corpo foi velado no Ministério da Educação e Cultura, tendo ela recebido grandes homenagens ao longo dos anos subsequentes a sua morte, tais como:

  • Biblioteca Cecília Meireles, em Valparaíso, Chile (1964);
  • Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra (1965);
  • Sala de concertos e conferências do Largo da Lapa, no Rio de Janeiro, recebe o nome de Sala Cecília Meireles;
  • Jardim Japão, em São Paulo, ganha uma rua com o nome da artista;
  • Escola Municipal e Educação Infantil Cecília Meireles, no bairro de São Mateus, em São Paulo (1974);
  • A imagem de Cecília Meireles estampa a cédula de 100 cruzados novos, lançada pelo Banco Central do Brasil (1989);
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Suas obras foram traduzidas em vários idiomas, desde o espanhol até o hindu, e musicadas por artistas como Lamartine Babo, Fagner, Bacharat, Norman Frazer, dentre outros.

Em 1972, a obra Romanceiro da Inconfidência inspirou o filme “Os Inconfidentes”, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade.

Principais Obras de Cecília Meireles

  • Espectros, 1919
  • Nunca Mais…e Poemas dos Poemas, 1923
  • Baladas Para El-Rei, 1925
  • Viagem, 1939
  • Mar Absoluto, 1945
  • Evocação Lírica de Lisboa, 1948
  • Amor em Leonoreta, 1952
  • Doze Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952
  • Romanceiro da Inconfidência, 1953
  • Batuque, 1953
  • Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
  • Canção, 1956
  • Romance de Santa Cecília, 1957
  • A Rosa, 1957
  • Eternidade em Israel, 1959
  • Poemas Escritos na Índia, 1962
  • Ou Isto Ou Aquilo & Inéditos, 1965
  • Escolha o Seu Sonho, 1964
  • Poemas Italianos, 1968

 

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